Feminista? EU?

Eu era feminista, sabe? Não algo exagerado e desmedido... era uma característica presente, nada além disso. Soava como luta pela igualdade e justiça, uma coisa meio "por que certas coisas são responsabilidade exclusivamente masculina"? Aliás, não era só isso! Homens recebiam melhores salários, mesmo em profissões igualmente exercidas por mulheres. Não passava pela cabeça de um ser "normal" uma pessoa do sexo feminino exclores a carreira industrial, por exemplo. Ah, mas não é pra imaginar uma secretária atrás de uma mesa vestindo seu usual terninho! Imagine uma mecânica, eletricista e coisas do gênero.
Preconceito? Que isso! Diziam que essas tarefas eram melhor desempenhadas por homens somente porque mulheres são graciosas e delicadas demais para o papel. Mas cá entre nós: as mulheres conseguem conciliar esse tipo de coisa! Conseguem sim!
Bom, mas até aqui... correto. Direitos iguais, por quê não? Isso resolveria os casos de mulheres rebolando na TV, como se fossem mercadorias de um bazar... o feminismo "pregava" a dignidade feminina, sendo um ser humano como qualquer outro. Um indivíduo forte, batalhador, persistente e dedicado.
Como a história acabou?
De heroínas a ruínas.
Não concorda? Ligue o rádio em uma estação popular e você ouvirá frases como "sou cachorra" e, quando mais antiga, "um tapinha não dói", por exemplo. Por que as mulheres seguiram esse rumo? Isso eu realmente não sei responder. Mas percebi que o feminismo não vale a pena. O importante é a valorização, claro... só que quando determinadas coisas estão em excesso, não é nada bom.
Percebi que homens e mulheres podem conviver num mesmo patamar. Cada um sendo feliz da forma que for e ponto.
Pagar um lanche pra mim agora não significa imposição de poder... e sim, uma forma de carinho.
É... bem melhor assim.
Postado por: Si às 14:56
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